segunda-feira, 12 de julho de 2010

Registro

Um pequeno registro do nosso amigo Angelo pela Amazônia brasileira com o motociclista Diego Moraes..
Um trecho do email que recebi hoje:
"Encontrei com ele no dia 4 de Julho  entre Itaituba e Ruropolis no Para, estava eu de moto mais um amigo meu quando cruzamos e nos conhecemos!Vai uma foto em anexo do nosso encontro! Grato!"

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Por onde anda Corso?


Olá!
Pessoal que acompanha a Expedição Conectando!
Angelo Corso mandou novidades e eis que aqui estão:

TRANSAMAZÔNICA
Corso pedalará de Belém a Itaituba pela transamazônica exatamente no período das chuvas, lá alguns carros chegam com lama até o teto, está preparado para empurrar e até carregar a bicicleta nas costas, passará pelos Municípios de Moju, Igarapé- Miri, Tailândia, Goianésia do Pará, Breu Branco, Tucuruí, Novo Repartimento, Pacajá, Anapú, Belo Monte do Pontal, Vitória do Xingu, Altamira, Brasil Novo, Medicilandia, Área Indígena Arara, Uruará, Placas, Rurópolis e Itaituba (Parque Nacional da Amazônia) e vários vilarejos e comunidades isoladas.

CAIAQUE – Rio Tapajó
Em Itaituba começa a fase fluvial da expedição, Corso substituirá a bicicleta pelo Caiaque e remará pelo Rio Tapajós de Itaituba até Santarém, passando pela Floresta Nacional do Tapajós, Aveiro, Belterra, Porto Novo, Alter do Chão – Santarém e inúmeras comunidades ribeirinhas e indígenas.

CONTRA CORRENTE, INVERNO e PERÍODO DE CHUVAS – Rio Amazonas.
Muitas pessoas remam pelo Rio Amazonas, mas sempre a favor da corrente. Em Santarém inicia-se a fase mais delicada e difícil, remar pelo Rio Amazonas de Santarém até Manaus contra a correnteza e no período das chuvas, época em que o volume das águas é muito mais denso e as correntes ficam mais fortes o que exigirá do expedicionário muita técnica, paciência, força física e resistência.
Corso passará por Ilha Grande de Tapará, Ilha Araparí, Óbitos, Oriximiná, Terra Santa, Parintins, Urucurá, Itapiranga, Itacoatiara, Amatari, Careiro da Várzea além de diversas comunidades indígenas e ribeirinhas até chegar a Manaus.

RIO NEGRO – CONTRA CORRENTE
Pelo Rio Negro de Manaus até São Gabriel da Cachoeira o percurso também será contra correnteza e neste trecho o isolamento ainda é muito maior, o expedicionário percorrerá longas distâncias sem qualquer sinal de habitação, pois quanto mais para o norte mais isolada é a região.
Percorrendo uma distância de mais de 1.000 km, apenas neste trecho, até atingir o Município de São Gabriel da Cachoeira, município base para atingir o Pico da Neblina, o pico mais alto do Brasil e que faz fronteira com a Venezuela.
Ângelo Corso passará ainda por Ponta Negra, Santa Maria, Novo Airão, Santo Antonio, Parque Nacional do Jaú, Reserva Indígena Waimiri Atraori, Moura, Carvoeiro, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e finalmente São Gabriel.

PICO DA NEBLINA – mais alto do país.

Corso vai até o Pico da Neblina que está situado na serra do Imeri, norte do Amazonas, fronteira com a Venezuela. Com 2.993,78 metros de altura - segundo medição feita em 2004 pelo Instituto Militar de Engenharia (INE), em parceria com o IBGE, dentro do projeto Pontos Culminantes do Brasil - ele é considerado o mais alto em todo território brasileiro. Seu nome deriva do fato de que sua parte superior fica praticamente encoberta por espesso nevoeiro durante quase todo o ano.
De São Gabriel da Cachoeira até o pico são aproximadamente sete dias de ida e mais sete de volta com caminhada por trilhas no meio da Floresta Amazônica, onde quem por lá se arrisca deverá levar em sua mochila comida e suprimentos para todo o período, pois nessa região não há qualquer estrutura.  
PICO 31 de MARÇO – segundo maior do país.
Vizinho ao Pico da Neblina é a segunda maior elevação do país, o Pico 31 de Março, com 2.972,66 metros de altura. Plantas de grande porte e vegetação fechada, típicas de florestas equatoriais, são normalmente encontradas até os mil metros de altitude, pois desse patamar em diante, e até os 1.700 metros, são substituídas por árvores de tamanho médio e pequeno, em vegetação mais aberta. Daí para cima prevalece a vegetação rasteira conhecida como ‘vegetação de altitude’ é apenas 21 metros mais baixo que o Pico da Neblina apresenta as mesmas dificuldades de acesso.
A fase Amazônica da Expedição Conectando será a parte mais desgastante, difícil e cansativa da expedição, podendo chegar até seis meses entre pedaladas, remadas e caminhadas.
Exigirá do expedicionário muita concentração, foco, determinação, paciência, força, organização, planejamento e principalmente cuidado, já que fará tudo isso sozinho.
Será uma das maiores expedições na Região Amazônica de um homem só, em uma região sem qualquer estrutura, onde terá que se alimentar de frutos e peixes da floresta, dormirá em rede e barraca no meio da selva entre outros desafios.
O isolamento dessa região obrigará o expedicionário a conviver exatamente com os homens da selva vivem, sem nenhum conforto e com total convívio com a natureza!

ACERVO
Além de expedicionário, Corso escreve suas memórias em forma de poesia e relatos e registra tudo em sua maquina fotográfica o eu lhe permitirá escrever um livro sobre a experiência e fazer uma exposição de fotografias em seu retorno.
Corso Passou três semanas na Ilha do Marajó e hoje está na capital paraense buscando apoio de empresas e reorganizando seu equipamento para partir rumo a mais um longo e desafiador trecho.
Esse será o percurso do nosso expedicionário!

Agora vamos aguardar mais notícias!
Sucesso Angelo!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tocantins - Deserto do Jalapão

Passagem do Angelo Corso (ainda acompanhado pelo irmão Fábio e amigo Marcelo) pelo Deserto do Jalapão - TO!
Cachoeira da Velha

Parque Estadual do Jalapão

Angelo no Parque Estadual do Jalapão

Cachoeira da Formiga

Dunas no Deserto do Jalapão

Angelo no Fervedouro

Dunas no Deserto do Jalapão

Dunas no Deserto do Jalapão

terça-feira, 13 de abril de 2010

Nova etapa!



Uma nova fase da Expedição Conectando!
Angelo Corso partiu na EXPEDIÇÃO CONECTANDO com o irmão Fábio Corso e
o amigo Marcelo Toledo, porém a aventura segue um novo rumo, pois o expedicionário segue sozinho por esse país com o objetivo de repassar para as comunidades carentes e isoladas do interior do Brasil educação ambiental, noções básicas de higiene pessoal, saneamento básico e falar um pouco de sua expedição que é a maior do Brasil a 100% tração humana.
“A expedição está de vento em popa, inicialmente havia planejado para 4 meses e já estou com 5 meses de estrada, provavelmente gastarei mais uns 4 meses. Viria sozinho, mas acabei recebendo dois companheiros, meu irmão e um amigo que seguiram outros caminhos, logo sigo sozinho”, explicou Corso em sua último contato.
Sobre sua atual localização Corso explicou que está na fase amazônica. “Surfei a pororoca de prancha e de canoa de madeira, remei por três dias pelo rio Capim e Guamá até chegar a Belém, convivi com as comunidades ribeirinhas onde percebi que além do isolamento geográfico, eles vivem, principalmente, em um isolamento cultural inimaginável, sem qualquer noção básica de higiene. Crianças e adultos convivem no mesmo espaço que porcos, galinhas, cachorros, não lavam as mãos para comer e por aí vai, além da completa ignorância ambiental, pois todo lixo produzido é despejado diretamente na floresta e nos rios. É plástico, vidro, alumínio, recipientes de produtos enlatados e tudo o que se possa imaginar”, finalizou.
Além de aventureiro, Corso escreve suas memórias em forma de poesia e relatos. Passou três semanas na Ilha do Marajó e hoje está na capital paraense buscando apoio de empresas para seguir nas próximas etapas que exigirão mais esforço físico e mental do aventureiro.
Continuando a etapa amazônica, Angelo percorerrá aTransamazônica ( PA e AM),Alter do Chão ( PA), Parintins(AM), Parque Nacional da Amazônia (PA), Rio Amazonas(PA), Rio Tapajós (PA), Humaitá (AM), Manaus (AM), Rio Negro (remará 1060 km rio acima de Manaus até São Gabriel da Cachoeira), Parque Nacional do Jaú (AM), São Gabriel da Cachoeira (AM), Parque Nacional do Pico da Neblina (AM), Macapá (AP) e Litoral Paraense (PA).
Expedição
A expedição partiu no mês de outubro da cidade de Paraty- RJ e passou pelas principais reservas, chapadas, serras, parques ecológicos, cavernas, grutas, cachoeiras, rios, florestas, picos, montanhas, estradas , trilhas, aldeias Indígenas e praias do Brasil, tendo quatro meses para percorrer mais de 10.000 Km. A intenção é percorrer todo o trajeto de bicicleta, entretanto, terá lugares que o acesso só será possível a pé, como o pico da neblina por exemplo. E esse é assunto para outro contato e mais fotos. Fiquem ligados na Expedição Conectando e aventuras de Angelo Corso!
Percorrido

Segundo Corso ele já percorreu “5.306 km pedalando, aproximadamente uns 250 km remando de caiaque e uns 3 km nadando, quando atravessei o Rio São Francisco, sem contar com as trilhas que não me possibilitaram ir de bike”. A Expedição Conectando jáe passou por Paraty (RJ), Serra da Bocaína (RJ e SP), Cunha e Guaratinguetá (SP), Circuito das Águas - Caxambu, Cambuquira, Lambari (MG), Cidades históricas - São João Del Rey, Tiradentes, Ouro Preto, Mariana e Diamantina (MG), Serra do Cipó e Parque Nacional da Serra do Cipó (MG), Serra do Espinhaço (MG), Rio Jequitinhonha (MG), Rio São Francisco (vez a travessia à nado) e Circuito Ecológico do Velho Chico (MG), Parques Nacional Cavernas do Peruaçu (MG), Serra dos Tropeiros (MG), Chapada Gaúcha (MG), Rio Pandeiros (MG), Sertão Urucuia (MG), Cabeceira de Goiás (GO), Formosa (GO), Brasília (DF), Parque Nacional de Brasília (DF), Parque Nacional Chapada dos Veadeiros (GO), Alto Paraíso de Goiás (GO), São Jorge (GO), Cavalcanti – Comunidade Quilombola do Engenho e do Ema (GO), Rio Paranã (GO), Serra da Contenda (GO), Serra Geral de Goiás (GO), Rio Azuis- menor rio do mundo segundo o Guinness Book (GO), Parque Estadual da Terra Ronca (GO), Pedra da Baliza - marco divisório dos estados do TO, BA, PI e MA, Chapada das Mangabeiras (TO), Deserto do Jalapão (TO), Serra do Estrondo (TO), Palmas (TO), Ilha do Bananal (TO), Imperatriz (MA), Paragominas (PA), São Domingos do Capim (PA), onde surfou a pororoca e remou de Caiaque pelo Rio Capim e Guamá por três dias até Belém (PA), Belém (PA) e Ilha de Marajó (PA).

Confira as fotos!



Angelo remando ao nascer do sol no Rio Guamá - PA


Angelo Corso esperando a pororoca no Rio Capim em Sao Domingos do Capim - PA


Angelo de caiaque durante a viagem até Belém - PA


Angelo com ribeirinhos na travessia de Caiaque de São Domingos do Capim a Belém -PA


terça-feira, 9 de março de 2010

Entrevista - Jornal do Tocantins


Jornal do Tocantins

Entrevista - Angelo Corso
Advogado e aventureiro

"Quero testar meus limites e me conhecer melhor"

Poliana Macedo
Palmas

Três amigos em busca de auto-conhecimento, além de encontrar as belezas do povo e da natureza brasileira. Esse é o objetivo da Expedição Conectando que saiu do Rio de Janeiro no dia 22 de outubro de 2009, e pretende percorrer grande parte da região sudeste, centro-oeste, norte e nordeste do país, desbravando lugares desconhecidos pela maioria da população.
Angelo Corso Machado é advogado, Marcelo Toledo é marceneiro e Fábio Corso Brasão é professor de educação física. Eles pedalam em média 100 km por dia, em estradas de chão, e 150km no asfalto. Roupas, sacos de dormir, barracas, fogareiro, medicamentos, peças de reposição entre outros fazem parte da pequena bagagem desse aventureiros.
A trupe já percorreu aproximadamente 4 mil km, dos 12 previtos no roteiro e será a a maior expedição do país sem carro de apoio acompanhando os atletas. O término da Expedição Conectando será no ínicio do mês de abril no Estado fluminense.
Com o mapa do roteiro de viagem e um livro de Vinicius de Moraes, que o idealizador desse projeto, o advogado e agora ciclista Angelo Corso contou sobre as aventuras e supresas que encontraram pelo caminho.


De onde surgiu essa ideia de fazer a expedição?
Eu sempre fui apaixonado por esporte, história, geografia, poesia e natureza. E quando era criança sempre tive contato com a natureza e na escola, um professor de geografia utilizou um método diferenciado em suas aulas, usando o livro de Julio Verne – A volta do mundo em 80 dias – e aquilo me fascinou e fez pensar que queria fazer isso um dia.


O que você fazia antes de entrar nessa aventura?
Eu era advogado e exercia a profissão mesmo, além de dar aula em uma universidade lá do Rio de Janeiro. Desde 1999 que eu vivo nesse universo do terno e gravata e me cansei dessa coisa de formalidade excessiva, muitos conflitos que acabam nos afastando da nossa própria essência.


E quando você decidiu que tinha chegado a hora?
Eu não sabia em que momento ia fazer. Sempre viajei pelo Brasil de carro e já tinha começado com trilhas sozinho pelo Rio de Janeiro, uma delas, aliás, foi na ilha em que houve o desastre em Angra dos Reis, agora em janeiro e é o lugar mais bonito que já vi na minha vida.
No começo, pensei em fazer uma travessia aquática de 24 km em São Paulo. Treinava de três a cinco horas por dia e mudei de ideia por causa de um acidente com amigos.


Que acidente?
O escritório de advocacia em que eu era sócio fechou, pois meus dois sócios principais do escritório morreram naquele acidente da Air France e isso foi fortalecendo ainda mais a minha mudança de vida. Sendo que eu já tinha prometido para mim mesmo que o ano de 2009 seria meu último ano advogando, daí aconteceu isso e resolvi planejar a viagem.


E em quanto tempo preparou a viagem?
Durante três meses desenhei o roteiro que faria nessa viagem e ficava até duas da manhã trabalhando nisso. Separei um cantinho na casa da minha mãe para ir guardando o material da viagem e organizando aos poucos.


E como seus amigos entraram nessa aventura?
Eu queria fazer um roteiro com chapadas, cavernas e rios, além de conhecer o interior do país e está próximo do povo. Eu não via uma outra forma de está perto dessas pessoas, se não estivesse em um veículo que pudesse chegar e poder apertar a mão dos outros, abraçar, manter um contato mais próximo. Daí, no almoço de despedida que fiz na minha casa, o Marcelo resolveu ir e conseguiu dinheiro para me acompanhar penhorando o carro. Meu irmão ficou naquela de cara de ‘cachorro-sem dono” e conseguiu arrumar o dinheiro com um e outro para vir na viagem. Com isso, retardei a viagem em dois dias para que pudesse organizar o material deles.


De onde sairam e até onde vão?
Saímos de Paraty (RJ) e fizemos o Trajeto do Ouro até Diamantina (MG) e as cidades históricas até Januaria, no extremo norte de Minas, grande sertão veredas e por ai vai. Fomos para Brasília e depois Chapada dos Veadeiros, onde passei o pior momento da viagem.
Na maior parte dos lugares que vamos, sempre acrescentamos outros destinos que são indicados pelos moradores locais e foi asism que chegamos logo depois no Parque Estadual do Terra Ronca (GO). De lá fomoa para o Jalapão e depois vamos para a Ilha do Bananal e Lagoa da Confusão que foram incluídas no roteiro essa semana. Depois vamos para o sul do Pará, Manaus (AM), Pico da Neblina, que fica no extremo norte do Estado do Amazonas. Dali vamos para o Amapá, Pará passando por Belém, depois interior do Nordeste até chegar no Rio.


E como foi esse momento ruim na Chapada dos Veadeiros?
Foi no dia 16 de dezembro. Acordei meio de ‘ovo-virado’ e fui na cachoeira Vale da Lua, que fica dentro da Chapada dos Veadeiros. Chegando lá, um lugar lindo, mas vi que a correnteza estava forte e sai da água. Tinha um casal no local também, daí fui andar pelas pedras e vivi minha cena de terror, pois quando olho para o fundo de um buraco enorme, que pareceia uma banheira, vi um corpo boiando na água e não acreditei naquilo. Fiquei sem saber se pulava ou não para ajudar e percebi que estava morto. A menina tinha caído com o namorado lá dentro, devem Ter escorregado nas pedras. Corri até a portaria e chamamos os bombeiros para tentar resgate. O corpo do namorado estava no fundo dessa ‘banheira’ e fiquei mais chateado, pois acredito que tenha acontecido enquanto eu estava no local e pelo barulho da cachoeira não pude escutar algum pedido de socorro. Eu nem quis olhar para o rosto da menina, porque até hoje sonho com essa cena. Você se sente impotente.


E o que mais te motiva em fazer essa expedição?
Testar meus limites e me conhecer melhor. É muito interessante quando os caminhoneiros param do seu lado e você está pedalando no sol de rachar. Eles te oferecem carona e você recusa, te conseideram um louco, mas você quer viver aquilo e saber até onde isso pode te levar.


E patrocínios?
Estamos bancando do próprio bolso. Montei uma empresa que organiza eventos esportivos e para essa expedição temos alguns ‘apoios’, no caso é da padaria da minha mãe e da loja do meu amigo lá no Rio. Em Minas por exemplo, teve lugares que as pessoas nos convidavam para ficar hospedados em suas casas, isso ajuda muito economizar. Teve gente que amarrou nossas bicicletas para que não fossemos embora.


Algum plano para o futuro?
Futuramente essa aventura vira um livro e devemos fazer também uma exposição de fotos. E vai servir para muita coisa principalmente como lição de vida para mim e quem ler esse livro que conterá poesias, narrativas e muitas fotos. Quero continuar com expedições e viver disso.


*Na foto - Angelo, Marcelo e Fábio na Cachoeira da Velha - Jalapão - Tocantins.

Entrevista - Correio Braziliense

Ciclistas viajam 10 mil km De bicicleta, três fluminenses cortam mais de 12 mil quilômetros do país em viagem prevista para acabar somente em março de 2010

Rachel Vargas

Publicação: 09/12/2009 09:33 Atualização: 09/12/2009 09:35

Já são 49 dias e cerca de 2.600km percorridos. Parece muito, mas para Marcelo Toledo, Fábio e Ângelo Corso é só o começo de uma aventura que promete muitas histórias, belas paisagens e superação. A Expedição Conexão, que teve início em 22 de outubro, em Paraty, no litoral do Rio, já percorreu parte do estado de origem, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal e ainda tem pela frente cerca de 10.000km e, claro, muitas surpresas. A expectativa é de que o trio complete o desafio no início de março. Até lá, vão visitar parques nacionais, grutas, cachoeiras, sertões, litorais e lugares que mal aparecem no mapa.

A ideia de se aventurar sob duas rodas surgiu de Ângelo, responsável, inclusive, pela rota dos expedicionários. O desafio, no entanto, só virou realidade com uma tragédia que fez o advogado mudar de vida. “Já tem tempo que penso nisso, mas só ganhou forças neste ano, depois que os sócios do escritório em que eu trabalhava morreram no acidente da Air France”, lembrou.

Na carreira radical, Ângelo fez a pé a volta da Ilha Grande, cerca de 130km em uma semana. Foram três meses estudando mapas, bolando itinerário e calculando os gastos com alimentação, equipamento e tudo que fosse necessário durante a viagem. “Quando comecei a planejar fui montando uma bicicleta intermediária, que não fosse tão cara, mas que aguentasse o tranco”, afirmou. Além disso, a aventura estava planejada para ser feita sozinho, por isso, nada podia dar errado.

Até dois dias antes de viajar, Ângelo tinha certeza de que seguiria Brasil afora sem companhia. Ele até havia convidado o amigo Marcelo e o irmão Fábio, mas, por falta de dinheiro(1), nenhum dos dois mostrou interesse. Mas, durante o almoço de despedida do ciclista surgiu a novidade. Depois de falar que só não seguiria o caminho do amigo porque não tinha conseguido vender o carro, Marcelo, imediatamente, recebeu uma ajudinha de um outro amigo. “Na hora ele preencheu o cheque e me fez o ‘emprestrocínio’. Fui comprar minha bicicleta e arrumar as coisas.” Fábio não quis ficar para trás e resolveu fazer o mesmo. Devidamente equipados, os três, então, colocaram o pedal na estrada.



Cachoeiras

O primeiro trecho da aventura foi em uma das mais belas partes da Estrada Real, que liga Diamantina a Paraty. Pelo caminho, se depararam com cachoeiras, rios, grutas e muita hospitalidade dos moradores, que sempre os ajudaram de alguma forma. Cientes das dificuldades de pedalar à noite e determinados a descansarem todos os dias, os atletas pedalam em média oito horas a cada trecho. “A gente procura pedalar até anoitecer. Depois paramos para descansar. Um dia pedalamos 15 horas. Foi muito puxado, não vamos repetir isso”, afirmou Ângelo.

OS NÚMEROS

R$ 30 mil - É o gasto estimado que vão ter durante os quatro meses de expedição

12 mil - Quilômetros é a distância que devem percorrer em quatro meses

Kit de sobrevivência

Para o trio de aventureiros é preciso fôlego e determinação. Além disso, um belo estoque que supra as emergências para que a expedição não corra o risco de ser interrompida. Para isso, carregam, em cada bicicleta, uma bagagem de 30kg. São roupas, comida, barraca, saco de dormir, medicamentos, fogareiro, bujão de gás, saco térmico, capa de chuva, pneus reservas, câmara de ar e ferramentas.

Para se ter ideia da importância desse kit, os pneus das três bicicletas já furaram mais de dez vezes. Não fosse a precaução em carregar utensílios que permitam um remendo ou a substituição, provavelmente a expedição estaria bem atrasada. Por isso, cada parada nas vilarejos é fundamental. Afinal, é a hora em que ajustam as bikes, descansam, tomam banho e comem.

E foi numa dessas paradas que, há alguns dias, o trio se separou. Ângelo, conhecido como o mais ansioso e ‘apressado’, não aguentou esperar os amigos, que resolveram esticar em Lapinha, distrito de Minas Gerais com 300 habitantes e muitas cachoeiras. “Sou um pouco mais nervoso, eles são mais prudentes, sempre têm razão. Acabei indo na frente e depois nos encontramos”, contou. Mas a decisão foi precipitada. “Me arrependi de ter ido sozinho. Nesse dia acabei caindo e me machucando”, lembrou.

Quem são eles

Nome: Marcelo Toledo
Data de nascimento: 13 de julho de 1970
Local: Nova Friburgo (RJ)
Altura: 1,83m
Peso: 90kg (antes eram 100kg)

Nome: Fábio Corso
Data de nascimento: 13 de outubro de 1983
Local: Nova Friburgo (RJ)
Altura: 1,83m
Peso: 72kg


Nome: Ângelo Corso
Data de nascimento: 13 de fevereiro de 1979
Local: Nova Friburgo (RJ)
Altura: 1,72m
Peso: 72kg

Locais percorridos

» Paraty (RJ)
» Estrada Real (RJ/MG)
» Diamantina (MG)
» Ouro Preto (MG)
» São João Del Rey (MG)
» Serra da Mantiqueira (MG)
» Serra do Espinhaço (MG)
» Serra do Cipó (MG)
» Brasília

Fonte: Correio Braziliense

Na Mídia!

Ao passarem por Brasília (DF), Palmas (TO) e Imperatriz (MA) os três aventureiros deram entrevistas e mostraram seu projeto para TV's e jornais locais. Para quem não pode ver ou ler, eles enviaram um pouco desse material.
Confiram logo abaixo, a primeira é do Correio Braziliense e a segunda do Jornal do Tocantins:

Novidades

Olá!
Sou Poliana Macedo, jornalista tocantinense e mais nova integrante dessa aventura. Não se assustem! Meu papel na Expedição Conectando é deixa-los informados por onde andam esses três aventureiros.
A atualização deste blog vai depender de como eles conseguirão se comunicar comigo.
Nosso último contato foi na semana passada e eles estavam em Belém - PA!
Espero que gostem do novo formato do blog e claro, dos belíssimos registros fotográficos dessa expedição!
Abraços!